segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Inflação alta é bom ou ruim para a economia?


A inflação alta é prejudicial para a economia de um país. Quando alta ou fora de controle, pode gerar diversos problemas e distorções econômicas. Taxas de inflação altas são aquelas que ficam acima de 6% ao ano.
Um dos estragos que a inflação alta pode fazer na economia é a desvalorização da moeda do país. A moeda perdendo seu valor, com o passar do tempo, os consumidores que não tem reajustes constantes na sua renda pessoal não conseguem comprar os mesmos produtos com o mesmo valor usado anteriormente. O preço dos produtos sofrem reajustes constantes. Uma inflação de 50% ao mês (hiperinflação), por exemplo, corrói pela metade o salário dos trabalhadores.

Outro problema é que enquanto a moeda do país se desvaloriza, as outras (principalmente o dólar) faz o movimento inverso. Se este país com inflação elevada é muito dependente de importações, os produtos importados aumentam de preço, fato que alimenta ainda mais a alta da inflação.

A diminuição dos investimentos no setor produtivo é outro entrave. Num ambiente de inflação elevada, muitos investidores preferem deixar o dinheiro aplicado em bancos (para que ocorra a correção monetária) do que investir no setor produtivo. Embora dê uma falsa ideia de que o dinheiro está “rendendo” muito, muitas pessoas preferem as aplicações financeiras.

Um país que sofre de inflação alta é visto no mercado internacional de forma negativa, afastando os investidores internacionais. Os grandes investidores e empresas evitam fazer investimentos produtivos de médios e longos prazos nestes países, pois sabem que a inflação alta é um indicativo de economia com problemas.


Aumento da especulação financeira
Muitos investidores externos, em busca de rendimentos altos e rápidos, costumam fazer investimentos em países de inflação alta com o objetivo de tirar vantagens das altas taxas de juros. Este capital especulativo é prejudicial para a economia de um país, pois grandes somas de capital podem entrar e sair rapidamente, causando instabilidade no mercado de câmbio.

Elevação da taxa de juros. Os governos de países com inflação alta usam e abusam do recurso da elevação da taxa de juros como mecanismo de controlar a inflação. A lógica é simples: com juros elevados o consumo diminui, forçando os preços a caírem. Porém, a alta dos juros desestimula a tomada de financiamentos, prejudicando assim os investimentos internos no setor produtivo, o mercado imobiliário e a venda de bens de consumo duráveis (veículos, eletrodomésticos, etc.), muitas vezes trazendo o desemprego. Caso não conseguam baixar e controlar a inflação, os trabalhadores sofrem, no longo prazo, com o aumento das taxas de desemprego. Isso acontece, pois ocorre diminuição significativa nos investimentos no setor produtivo.

Em 2014, a inflação medida no Brasil foi de 6,41% (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vale lembrar que a meta estipulada pelo governo brasileiro, por meio do Banco Central do Brasil, é de 4,5%, com margem de dois pontos para mais ou para menos. 

Atualmente, a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 9,93%, (em 30/11), mais que o dobro da meta estabelecida.

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